Bromidrose

Odor axilar: por que o desodorante não resolve

O odor não vem do suor em si, mas do encontro entre a secreção das glândulas apócrinas e as bactérias da pele. Entender isso muda a forma de tratar.

Glândulas écrinas x apócrinas

A pele tem dois tipos principais de glândulas sudoríparas. As écrinas, distribuídas por todo o corpo, produzem suor aquoso ligado à temperatura. As apócrinas, concentradas nas axilas e região genital, liberam uma secreção mais rica em proteínas e lipídios. É essa secreção que, ao ser metabolizada por bactérias da microbiota cutânea, gera o odor característico [1].

Por que cosméticos só mascaram

Desodorantes adicionam fragrância e reduzem bactérias temporariamente; antitranspirantes diminuem o fluxo de suor. Nenhum dos dois remove as glândulas apócrinas — a fonte real do odor. Por isso o efeito é parcial e passageiro.

Bromidrose não é falta de higiene. É uma característica das glândulas e da microbiota local — e tem tratamento dirigido à causa.

Quando a lipocuretagem entra

Nos casos persistentes e com impacto na vida social, a lipocuretagem axilar — curetagem associada à lipoaspiração das glândulas — reduz a população de glândulas apócrinas e sebáceas, diminuindo de forma consistente o odor e o suor axilar.

Conteúdo educativo, sem substituir a consulta médica. A indicação depende de avaliação individual.

Referências

  1. James AG, et al. Microbiological and biochemical origins of human axillary odour. FEMS Microbiol Ecol. 2013;83(3):527-40.
  2. Literatura cirúrgica sobre curetagem e lipoaspiração axilar no manejo da bromidrose.
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